27 de ago de 2014

As Brumas de Avalon

São quatro livros, assim com as quatro faces da Deusa... mudou minha forma de ver Deus, apesar de ser um romance, uma idealização, me abriu não portas, mas portais.
Para mim foi muito mais crível a versão feminina do que a masculina da história do Rei Arthur (porque será hein??) e eu “fui” para Avalon todas as três ou quatro vezes que li a série completa, tive que ser obrigada quase que a força a devolver os livros, todas as vezes, e logicamente acabei comprando os exemplares para ter o meu portal particular nas próximas, sei lá, vinte vezes que tornar a ler. É uma obra de 1979 da escritora Marion Zimmer Bradley.

Me fez praticamente criar minha própria religião. Me fez entender que o equilíbrio é necessário e que para que venha o equilíbrio, o Deus deve reencontrar com a Deusa.

Dá para quase acreditar na lenda de Morgana!

"Morgana fala...
Em vida me chamaram de muitas coisas: irmã, amante, sacerdotisa, maga, rainha. Na verdade, cheguei agora a ser maga, e poderá vir um tempo em que tais coisas devam ser conhecidas. Verdadeiramente, porém, creio que os cristãos dirão a última palavra. O mundo das fadas afasta-se cada vez mais daquele em que Cristo predomina. Nada tenho contra o Cristo, apenas contra os seus sacerdotes, que chamam a Grande Deusa de demônio e negam o seu poder ao mundo. Alegam que, no máximo, esse seu poder foi o de Satã. Ou vestem-na com o manto azul da Senhora de Nazaré - que realmente foi poderosa, ao seu modo -, que, dizem, foi sempre virgem. Mas o que pode uma virgem saber das mágoas e labutas da humanidade?"


“Todos os deuses são um deus, e todas as deusas são uma deusa, e há apenas um iniciador. E cada homem a sua verdade, e Deus com ela”.
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